SONHA QUE VAI, MAS NÃO VAI.
O DITADO VEM CONFORME:
"COCHILOU, CACHIMBO CAI!"
(ESCRITORTERCIO)
LAVA DO VULCÃO
TÉRCIO STHAL
Grita coração, urgentemente,
como boca do estômago com sede e fome.
Como primeira e única pele
no varal das almas penadas ou perdidas.
Coma este miserável crachá
que quer substituir o rosto da gente.
Beba o sangue e o suor como a roer
o primeiro ou único osso que ainda existe.
Sangre cada lágrima que escorre.
Quebre cristais e verbo que consome.
Viva a lava do vulcão remanescente
que justifica os campos e os salva.
Ecoe pelos prados, vales e campinas,
gritos que vençam muros e paredes
e ventilem os causticantes desertos.
Que jamais se cale o coração que sente!
TÉRCIO STHAL
Grita coração, urgentemente,
como boca do estômago com sede e fome.
Como primeira e única pele
no varal das almas penadas ou perdidas.
Coma este miserável crachá
que quer substituir o rosto da gente.
Beba o sangue e o suor como a roer
o primeiro ou único osso que ainda existe.
Sangre cada lágrima que escorre.
Quebre cristais e verbo que consome.
Viva a lava do vulcão remanescente
que justifica os campos e os salva.
Ecoe pelos prados, vales e campinas,
gritos que vençam muros e paredes
e ventilem os causticantes desertos.
Que jamais se cale o coração que sente!
EM CAUSA PRÓPRIA
TÉRCIO STHAL
Pensa que louco tem
Olhos esbugalhados?
Não! Não tenho. Não penso.
Lúcido
Sinto-me completamente nu.
A língua do vento me lambe todo.
Meu Umbigo caminha por todo o corpo.
Meu Umbigo fala mais alto do que minha voz.
Não há cérebro nem coração que aguente tudo isto.
Já não sei mais o que é saudade.
Não sei em que varal ficou minha roupa.
Não sei se deixei alguma roupa no varal.
Já nem sei se algum dia tive varal.
Já nem sei se algum dia tive roupa.
Mas estou certo de que
Somente os loucos
Varridos pelas chamas
São capazes de bailar
Sobre as lavas do Vulcão.
TÉRCIO STHAL
Pensa que louco tem
Olhos esbugalhados?
Não! Não tenho. Não penso.
Lúcido
Sinto-me completamente nu.
A língua do vento me lambe todo.
Meu Umbigo caminha por todo o corpo.
Meu Umbigo fala mais alto do que minha voz.
Não há cérebro nem coração que aguente tudo isto.
Já não sei mais o que é saudade.
Não sei em que varal ficou minha roupa.
Não sei se deixei alguma roupa no varal.
Já nem sei se algum dia tive varal.
Já nem sei se algum dia tive roupa.
Mas estou certo de que
Somente os loucos
Varridos pelas chamas
São capazes de bailar
Sobre as lavas do Vulcão.
DEDO NO OLHO
TÉRCIO STHAL
Ninguém deveria validar
Signos ao acaso,
Letras ou números
Que prendam ou liberem sem razão.
Ninguém deveria acostumar-se
A rir do que faz chorar,
Nem chorar do que faz rir o infeliz.
Ninguém deveria ignorar indiferenças,
Nem tolerar o que exclui
E o que afeta negativamente alguém.
Ninguém deveria jogar
Dados de qualquer jeito:
Tanto o dedo dentro do próprio olho,
Quanto no olho alheio pode lancinar.
TÉRCIO STHAL
Ninguém deveria validar
Signos ao acaso,
Letras ou números
Que prendam ou liberem sem razão.
Ninguém deveria acostumar-se
A rir do que faz chorar,
Nem chorar do que faz rir o infeliz.
Ninguém deveria ignorar indiferenças,
Nem tolerar o que exclui
E o que afeta negativamente alguém.
Ninguém deveria jogar
Dados de qualquer jeito:
Tanto o dedo dentro do próprio olho,
Quanto no olho alheio pode lancinar.
QUE REMÉDIO?
TÉRCIO STHAL
Vale o Corvo que anda
E a Lebre que voa.
Vale a Gazela que nada
E o Leão que não ruge.
Vale a boca sem dentes
E a língua sem voz.
Vale a última gota a se esvair
E o copo cheio de brasas vivas.
Vale a pimenta que não arde
E a senha que não permite acesso.
Vale a palavra que não se diz
E o silêncio que ecoa irrequieto.
Se já não há carne viva, que remédio?
TÉRCIO STHAL
Vale o Corvo que anda
E a Lebre que voa.
Vale a Gazela que nada
E o Leão que não ruge.
Vale a boca sem dentes
E a língua sem voz.
Vale a última gota a se esvair
E o copo cheio de brasas vivas.
Vale a pimenta que não arde
E a senha que não permite acesso.
Vale a palavra que não se diz
E o silêncio que ecoa irrequieto.
Se já não há carne viva, que remédio?

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