e não se apresente sempre do mesmo jeito.
Que não seja novamente tudo sempre igual.
Que a extensa lista de boas intenções
não seja esquecida num canto qualquer,
mas que possa ser uma fonte de inspiração.
Tomara que produzam as boas ações,
capazes de proverem o pão para o faminto
e a água limpa para satisfazer a sede de ser.
(ESCRITORTERCIO)
CENA DE NÚMERO UM
VENDO A BANDA PASSAR
VENDO A BANDA PASSAR
Na mesma Praça,
no mesmo banco,
as mesmas flores,
e o mesmo Jardim...
as mesmas flores,
e o mesmo Jardim...
Pra ver a Banda passar...”
CENA DE NÚMERO DOIS
DANDO MILHO AOS POMBOS
DANDO MILHO AOS POMBOS
“...Tudo isto acontecendo,
e Eu aqui na Praça
dando milho aos Pombos.”
e Eu aqui na Praça
dando milho aos Pombos.”
CENA DE NÚMERO TRÊS
FINGINDO SER ESTÁTUA
FINGINDO SER ESTÁTUA
Como uma estátua fico a ver
os pombos bicando os meus ombros,
e fazendo outras coisas mais que,
aqui e agora, não convém descrever.
os pombos bicando os meus ombros,
e fazendo outras coisas mais que,
aqui e agora, não convém descrever.
DEBALDE
Há quem viva sempre no passado,
e prefira queixar-se de sua má sorte.
Morre sempre,
como nos joguinhos de vídeo game,
ora em uma fase,
ora em outra.
Morre sempre,
como nos joguinhos de vídeo game,
ora em uma fase,
ora em outra.
Há quem nunca chute o balde vazio,
e recomendo que não chute
o balde cheio de leite,
pode ser que doa o pé.
Há quem morra sem nunca virar a mesa.
Não se arrisca e não vive o sonho.
e recomendo que não chute
o balde cheio de leite,
pode ser que doa o pé.
Há quem morra sem nunca virar a mesa.
Não se arrisca e não vive o sonho.
Há quem sempre viva o mesmo projeto,
sem nunca mudar absolutamente nada.
Há quem seja prisioneiro
em uma caixa completamente vazia,
e sem fazer nada para escapar.
Vive sem brilho no olhar,
e sem nenhum prazer.
sem nunca mudar absolutamente nada.
Há quem seja prisioneiro
em uma caixa completamente vazia,
e sem fazer nada para escapar.
Vive sem brilho no olhar,
e sem nenhum prazer.
Há quem não se disponha a viver o novo,
nem queira descortinar novos horizontes.
Há quem viva afogado
até na sua própria sensatez.
Por ter medo de ser livre,
não aspira a liberdade,
Vive como escravo,
ou como escravizado.
nem queira descortinar novos horizontes.
Há quem viva afogado
até na sua própria sensatez.
Por ter medo de ser livre,
não aspira a liberdade,
Vive como escravo,
ou como escravizado.
Há quem nunca pense em mudar o hábito.
Há quem se acostume com a mesmice.
Há quem se abandone ao sabor dos ventos.
Há quem deixe a vida o levar.
Vive sem a graça de Ser,
“com a boca aberta cheia de dentes,”
ou não, “esperando a morte chegar.”
Há quem se acostume com a mesmice.
Há quem se abandone ao sabor dos ventos.
Há quem deixe a vida o levar.
Vive sem a graça de Ser,
“com a boca aberta cheia de dentes,”
ou não, “esperando a morte chegar.”
Feliz Ano Novo!
Tércio Sthal
Portal do Poeta Brasileiro
Campinas/SP
2015.
Portal do Poeta Brasileiro
Campinas/SP
2015.


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