terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

TODOS NÓS SOMOS RESPONSÁVEIS























pelo que temos e pelo que nos falta;
os bons costumes, a decência e a moral
são valores indispensáveis
que devemos manter sempre am alta,
para se construir boa convivência social.
(Escritor Tércio Sthal)






VIVER OU CONVIVER?
TÉRCIO STHAL

Por toda parte se vê regras e leis
em abundância e homens prontos
para descumprí-las; parece até
efeito do senso comum, vivo e
presente no imaginário popular,
de que regras e leis são feitas 
para serem descumpridas.

O agravante, porém, é que os
que fazem as regras, as leis, e
os que detem o poder são, por
por incrível que possa parecer,
os primeiros a descumprí-las e
garantir a impunidade.


São como um pai que diz para
o filho não mentir e a seguir,
diante dele, deliberadamente 
faz o inverso do que diz; omite
a verdade, mente e não sofre 
castigo.


A cada cena lúdica, imagem,
palavra, som, ato, toda realidade
muda, e muda também o relato.


Então, quando a vida social já
não satisfaz, diante dos conflitos
e da guerra sem trégua, no vale
tudo do egoísmo e egocentrismo
impune, quem há de assumir a
responsabilidade?


Mais do que elaborar e aprovar
boas regras e leis para se cumprir,
urge a necessidade de projetar
atitudes e comportamentos 
que possam servir de exemplos, 
de modelos, de padrões a serem
seguidos a fim de estabelecer o
porvir de bons intentos, de bons
hábitos, de boas ações e de bons 
costumes.

domingo, 24 de janeiro de 2010

NÃO SE PODE POSSUIR






















ALGO QUE NÃO SE COMPREENDE,
NEM FAZER ANDAR OU FLUIR
AQUILO QUE NÃO SE ENTENDE.
(PARAFRASEANDO GOETHE)




 
LIVRE ARBÍTRIO, PRAZER OU SOFRIMENTO?
TÉRCIO STHAL

Quem, por mais inteligente que seja,  
tem capacidade para distinguir e separar 
o bem do mal?


Quem, por mais capaz que seja, tem  
a presunção de, opondo à resistência 
das inclinações subjetivas, estabelecer
definitivamente o que é bom e o que é
mau?


Tendo em conta que o amor por si
mesmo produz a ressentibilidade e
o assentimento que relaciona prazer
ou relativa felicidade a um bem,
enquanto o que traz sofrimento ou
causa infortúnio a um mal, trabalho
de grande monta seria dissociar o
agradável do bom e o desagradável
do mau.


A alma humana, por consciência de sua
energia, atua até o limite de suas forças
para vencer obstáculos que se opõe aos
seus propósitos, e cultiva o que lhe
proporciona prazer e alegria como sendo
um bem, enquanto o que lhe proporciona
sofrimento como sendo um mal. Nem
sempre, ou quase nunca, questiona se é
racional, necessário, recomendável,
prudente, essencial, substancial, modelar
e de efeito duradouro; Não raro, o que é
de imediato considerado como um bem
configura-se mais tarde como um mal.


Tal assentimento equivocado de algo
como um bem se dá ora por falta de
conhecimento, ora por necessidade
extrema, ora por compulsão e até por
convencimento coercitivo.


Se por um lado há prazer em poder
decidir e escolher entre o bem e o mal,
entre o que é bom e o que é mau, por
outro, o grau de sofrimento que estes
momentos de ajuizamento e decisão
provocam, são por demais desgastantes.


Por conta das interveniências do meio
e de avaliações cognitivas na leitura
diversificada de dados e informações,
estes momentos podem levar o ser
humano a grandes conflitos internos.


Respeito entre as pessoas, ética, moral,
bons costumes, relação de autoridade,
regras e leis subjetivas e objetivas, bem
como as implicações que delas advem,
as avaliações cognitivas, a historicidade
e experiências de vida, podem dar, a ele,
visões distorcidas do momento em que
vive, ou informações que o façam concluir
pela necessidade de bem se conduzir.


A aquisição de significação para diminuir
as dúvidas em relação à melhor forma de
se conduzir e de agir pode e deve se dar
em processos de escolha, em atos de livre
arbítrio, por gestão de conhecimento, e não
apenas pela sensação imediata de prazer
ou de sofrimento, ou expectativas quanto
a um futuro prazeroso ou de infortúnio.


Não se deve matar a individualidade, mas
também não se deve excitá-la a ponto desta
não mais concorrer motivadamente para a
efetivação do bem comum.


Recomendavelmente edificante seria praticar
o livre arbítrio para escolher sempre o bem,
em justa e compassiva benevolência, a si 
mesmo e aos outros, ao invés de preferir, 
no mais das vezes, viver egoisticamente sem 
sequer avaliar as consequências desta decisão,
atitude e comportamento.

AINDA QUE SEJA INSIGNIFICANTE,






















COMPREENDER ALGO COM PROFUNDIDADE
EXIGE A EXPLORAÇÃO CONSTANTE
DE CADA PARTE DO TODO, EIS A VERDADE.
(PARAFRASEANDO JOHN BARTH)





COBE E COMBO
TÉRCIO STHAL

ESCOLHO AS NOTAS BRANDAS
PARA RELAXAR OS TONS
E ALIVIAR AS TENSÕES.

ESCOLHO AS NOTAS GRAVES
PRA NÃO AGRAVAR OS TONS
E ATENUAR AS TENSÕES.

ESCOLHO NOTAS AGUDAS
PARA AFINAR OS TONS
E ESTIMULAR AS TENSÕES.

ESCOLHO TODAS AS NOTAS
PARA NOTAR TODOS OS TONS
E AJUNTAR VÁRIAS TENSÕES.

E AO JUNTAR TODOS OS TONS
E EXPLORAR AS SENSAÇÕES,
COMBINAR AS NECESSIDADES
E AS VARIADAS TENSÕES,

PARA CONHECER TODO O MUNDO,
AS CORES, FORMAS E SONS,
SENTIDOS E IDENTIDADES,
O COSMO E SEU PLANO DE FUNDO.